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Notícia

8 de Setembro de 2018 às 06:32


Polícia procura bando que explodiu banco e fuzilou sede da PM

Cidade viveu momentos de pânico; ladrões não levaram dinheiro já que o teto caiu e impediu o acesso ao cofre do banco; 13 agências bancárias foram atacadas no Maranhão.

SÃO LUÍS - Até a tarde de ontem, a polícia não havia conseguido localizar a quadrilha que deixou em pânico a cidade de São Luís Gonzaga, durante a madrugada. De acordo com as informações da polícia, a quadrilha fortemente armada, além de explodir a agência do Banco do Brasil na cidade, crivou de balas a viatura e as paredes do destacamento da Polícia Militar. Com o assalto de ontem, chega a 13 as agências bancárias no interior e na capital, já foram alvo de criminosos, este ano, segundo dados do Sindicato dos Bancários do Maranhão, nove delas explodidas.

Os bandidos após explodirem a agência do banco, e sem conseguirem levar o do dinheiro, fugiram levando moradores como reféns, que foram deixados na saída da cidade. Não houve registro de feridos. No momento do assalto, apenas três policiais militares estavam de serviço.

O clima na cidade no período da manhã de ontem era de tensão. Muitos estabelecimentos comerciais, principalmente os localizados no centro, fecharam. O prédio do Banco do Brasil ficou destruído e na calçada estilhaços de vidro e capsulas de bala ficaram espalhados. Na parte interna havia mais sinais de destruição. O forro de gesso veio abaixo e vários destroços espalhados pelo pisoe e vários móveis quebrados. Apesar da violência da explosão, alguns caixas eletrônicos não foram danificados.

A parede da frente do Destacamento da Polícia Militar do município e a viatura que estava estacionada, ficaram crivadas de balas. Há informações de que os bandidos usaram armamento de grosso calibre. Nas ruas era possível encontrar capsulas de bala.

Empreitada criminosa

Luciney Sobral, funcionário da delegacia local, informou que o bando, composto por cerca de 10 criminosos, chegou a cidade durante a madrugada em três veículos, um deles, um Jeep Renegade.

Uma parte dos quadrilheiros foi diretamente ao posto da Polícia Militar e dispararam vários tiros no prédio e na viatura que estava estacionada na porta, para intimidar os três policiais de plantão.

A outra parte da quadrilha ficou encarregada do assalto ao Banco do Brasil com uso de dinamite. Como a explosão provocou a queda da laje, dificultou o acesso dos criminosos ao cofre da agência.

Segundo informações do funcionário da delegacia, os criminosos, na fuga, levaram alguns moradores como reféns, que foram liberados na zona rural da cidade. Para dificultar a ação da polícia, os bandidos jogaram “miguelitos” na estrada.

Uma viatura do Cosar chegou a perder o controle na saída da cidade, tentar desviar dos “miguelitos” espalhados, indo parar fora da estrada. “Não sabemos até o momento por onde os criminosos fugiram, pois a cidade tem acesso para Pedreiras, Bacabal, Lima Campos e Alto Alegre”, disse Luciney Sobral.

Ele informou, também, que peritos do Instituto de Criminalística (Icrim) e policiais civis, sob o comandado da delegada Maria Augusta, de Bacabal, estiveram no local e iniciaram trabalho de investigação. Ainda na tarde de ontem era esperado na cidade policiais do Departamento de Combate a Roubo a Instituições Financeiras (Decrif), ligado a Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic) para acompanharem as investigações.